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"Há muito tempo que ela não sorria tão espontaneamente. Há muito tempo que ela não sentia tamanha vontade de viver, de ser feliz, de fazer as coisas boas da vida. Não, ela não está apaixonada… ela simplesmente se desapegou das coisas que não lhe faziam bem."

Carinhos Guardados ♥

06 junho 2012

A juventude e o voto

"Desde a redemocratização do País, em 1946, o Brasil vem experimentando mudanças comportamentais na sociedade com destaque para os jovens, que tradicionalmente são os primeiros a se posicionarem quando o assunto é liberdade de expressão, imprensa, culto e outras garantias fundamentais.

Mesmo quando vivíamos no período da ditadura, os movimentos juvenis foram responsáveis por quedas de paradigmas, tabus e que influenciaram toda uma geração. Seja na musica, na arte, no esporte, cultura ou na religião, a participação dos jovens funciona como uma espécie de termômetro, um balizamento para se obter resultados positivos, ou seja, se a moda “pega” entre os jovens ela dissemina rápido e ganha proporções dantescas. Infelizmente, não foram só a cidadania e boa prática que enxergaram na juventude o seu grande baluarte. O crime organizado, as drogas, a AIDS e a desagregação familiar miraram nossos jovens e os transformaram em potenciais disseminadores da violência, da barbárie e consequentemente do desequilíbrio social.


Os governos gastam, todo ano, volumosa quantidade de dinheiro com segurança pública, no tratamento de vítimas da violência urbana e familiar e o caos se instaura todos os fins de semana com acidentes automobilísticos provocados por jovens embriagados e nos estádios os mesmos são dizimados por uma briga insana de torcidas organizadas.


Na política a força jovem é considerada vital e decisiva, basta lembrar dos “Caras Pintadas” que foram as ruas para pedir o impeachment de Collor e do movimento “Diretas Já” fundamentais para os novos rumos do Brasil e que revelaram grandes lideranças das quais vemos hoje atuando no cenário político.


O jovem reúne emoção, razão e força, combustíveis essenciais para mudanças. O Brasil que sonhamos e precisamos construir ainda está muito longe, mas sem dúvida poderemos encurtar esta distância, conscientizando nossa juventude da necessidade de participar ativamente da vida política, dos partidos e dos movimentos que discutem e debatem uma sociedade melhor.


Quando um jovem de 16 anos decide obter o título de eleitor é porque nele já brotou o espírito de civilidade e patriotismo e o coloca já na condição de mudar os rumos da política através do seu voto. No próximo dia 9 encerra-se o prazo para quem deseja tirar o título de eleitor e poder votar nas eleições de outubro, portanto, é a hora de mobilizarmos a força jovem e os estimular para serem não coadjuvantes do processo eleitoral, mas sim protagonistas de novos tempos para a política e para cidadania. Pense nisto."

 

                                                                                                                         Escrito por George Hilton em 05 de Maio, 2012

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